Debate do BRB expõe diferença de preparo, e Celina rebate versão de Arruda sobre operação bilionária
Governadora sustenta que rival interpretou de forma equivocada os R$ 6,6 bilhões ligados ao FGC e afirma que Brasília precisa de comando técnico para proteger o banco
Celina Leão rebateu a interpretação de Arruda sobre os R$ 6,6 bilhões do BRB e afirmou que o rival não domina a operação envolvendo o FGC. A situação do BRB virou um dos momentos mais tensos do debate eleitoral, e Celina Leão aproveitou o tema para questionar diretamente a capacidade de José Roberto Arruda de enfrentar uma crise financeira dessa dimensão. Segundo a governadora, o adversário apresentou uma leitura equivocada ao tratar os R$ 6,6 bilhões como perda, quando, na explicação dela, o valor está relacionado a uma operação de empréstimo.
Celina afirmou que a confusão revela desconhecimento sobre o funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos e sobre a própria lógica construída para preservar o Banco de Brasília. Para ela, quem pretende assumir o Governo do Distrito Federal precisa dominar esse tipo de assunto antes de transformar números complexos em argumento eleitoral.
Outro ponto rebatido por Celina foi a cobrança imediata pela divulgação do balanço da instituição. A governadora defendeu que qualquer medida envolvendo o banco precisa ser tomada com responsabilidade e dentro de uma estratégia de recuperação, evitando decisões que possam ampliar a instabilidade em um momento delicado.
Na avaliação de Celina, os adversários trataram o BRB como instrumento de campanha, enquanto sua gestão está diante da responsabilidade concreta de buscar uma saída para o banco. Ela também destacou a importância da instituição para o Distrito Federal, especialmente pela relação com serviços públicos, servidores e aposentados.
O confronto deixou uma mensagem política clara: Celina quer transformar a crise do BRB em um teste de capacidade administrativa. Ao rebater Arruda, a governadora tenta mostrar que experiência, conhecimento técnico e responsabilidade pesam mais do que ataques e frases de efeito em debate.




COMENTÁRIOS