Grass troca o vermelho pelo laranja e tenta dar cara nova ao 13 na disputa contra Celina Leão
Candidato de Lula deixa estrela do PT fora de propaganda eleitoral e aposta em nova identidade visual para conquistar votos no segundo turno
Leandro Grass adota o laranja na propaganda e deixa de destacar os símbolos tradicionais do PT. O vermelho perdeu espaço, a estrela desapareceu e o número 13 ganhou uma pintura diferente. O candidato de Lula ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), resolveu mudar a aparência de sua campanha para o segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP). Em uma das novas propagandas, o petista aparece diante de um fundo branco, com o número do partido em laranja. A mudança não passou despercebida e levantou uma pergunta: por que abandonar justamente os símbolos que sempre identificaram o PT?
A repaginada acontece depois de Grass terminar o primeiro turno com 34,47% dos votos válidos, enquanto Celina Leão alcançou 49,93%. Diante da diferença nas urnas, o candidato petista precisa ampliar seu eleitorado. E, pelo visto, a estratégia de comunicação começou pela escolha das cores.
A campanha agora tenta conversar com quem não votou no PT na primeira etapa da eleição. Grass passou a direcionar mensagens aos eleitores de outras candidaturas, em busca de apoio para enfrentar Celina no dia 25 de outubro. Nesse movimento, o tradicional vermelho petista acabou ficando fora de algumas peças publicitárias, dando lugar a uma identidade visual mais discreta.
O detalhe curioso é que, apesar da transformação estética, nada mudou na filiação partidária. Grass continua no PT, Lula permanece como seu principal aliado nacional e o número 13 segue estampado na campanha. Mudou a embalagem, mas o conteúdo político permanece vinculado à mesma legenda.
Enquanto Celina Leão mantém em evidência suas alianças com lideranças de direita, o adversário busca uma nova apresentação para disputar o eleitorado brasiliense. Se o laranja vai ajudar Grass a conquistar novos votos, somente as urnas poderão responder. Por enquanto, uma coisa é certa: o vermelho pode até sair da propaganda, mas o PT continua na candidatura.




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