Corpo de Bombeiros amplia estrutura para enfrentar queimadas no DF em 2026

Operação Verde Vivo terá mais efetivo, drones mais modernos, kits para picapes e maior capacidade de resposta em áreas de vegetação


Corpo de Bombeiros amplia estrutura para enfrentar queimadas no DF em 2026 Operação Verde Vivo 2026 reforça combate às queimadas no DF com aviões, drones e até 1,5 mil bombeiros mobilizados.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal chega ao período de seca de 2026 com uma estrutura mais robusta para o enfrentamento aos incêndios florestais. Em coletiva sobre a Operação Verde Vivo, a corporação informou que aperfeiçoou o planejamento adotado em 2024 e ampliou recursos operacionais para atuar com mais rapidez nas áreas de cerrado, unidades de conservação, regiões rurais e pontos historicamente atingidos por queimadas.

Entre os principais avanços estão a instalação de 16 kits picape recebidos no ano passado, equipamentos voltados ao combate florestal e que aumentam a mobilidade das equipes em terrenos de difícil acesso. Esses kits contam com reservatórios, mangueiras e estrutura específica para atuação direta contra o fogo, permitindo resposta mais ágil antes que as chamas ganhem grandes proporções.

A corporação também recebeu drones com maior capacidade tecnológica, reforçando o monitoramento aéreo e a identificação de focos de incêndio. A utilização desses equipamentos permite mapear áreas atingidas, orientar equipes em solo e melhorar a tomada de decisão durante ocorrências de grande extensão.

No efetivo, a previsão para 2026 é de aproximadamente 16 mil cotas de serviço, acima das 13 mil utilizadas na operação anterior. Segundo o CBMDF, o objetivo não é apenas mobilizar um grande número de militares em um único dia, mas manter equipes disponíveis por vários dias consecutivos, garantindo presença contínua em campo durante períodos críticos.

Outro ponto destacado foi o reforço na capacidade de mobilização em regime de sobreaviso. A corporação afirma que aperfeiçoou testes internos realizados no ano passado e, agora, tem condições de acionar e sustentar um volume maior de bombeiros por mais tempo, caso a situação exija resposta ampliada.

As viaturas também passaram por melhorias. Além dos kits instalados em picapes, o Corpo de Bombeiros informou que há veículos com reservatórios de maior volume, incluindo caixas d’água de até mil litros, o que aumenta o poder de combate direto às chamas. Também há novos kits disponíveis para instalação em outras viaturas.

A avaliação interna é de que a experiência de 2025 ajudou a corrigir falhas, ajustar escalas, melhorar a distribuição das equipes e fortalecer o comando das operações. Para o CBMDF, a estrutura atual está mais próxima do ideal para prevenção, monitoramento e combate ambiental durante a seca.

A Operação Verde Vivo é considerada estratégica para o Distrito Federal, especialmente em regiões com grande área verde, como Planaltina, Brazlândia, Sobradinho, Paranoá e áreas rurais. Com baixa umidade, vegetação seca e aumento do risco de queimadas, a resposta rápida dos bombeiros pode evitar danos ambientais, prejuízos à saúde da população e destruição de propriedades.




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