Festa do Divino reforça fé e memória em Planaltina
Em sua 144ª edição, celebração histórica reúne moradores, foliões e visitantes em uma das manifestações religiosas e culturais mais antigas do Distrito Federal.
Fé e cultura popular marcam a Festa do Divino em Planaltina Planaltina viveu mais uma vez um daqueles momentos em que a cidade parece voltar às suas próprias origens. A tradicional Festa do Divino Espírito Santo chegou à 144ª edição reunindo fé, cultura popular, cavalgadas, encontros comunitários e famílias que mantêm viva uma celebração iniciada muito antes de Brasília existir como capital do país.
Reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal desde 2013, a festa é mais do que uma programação religiosa. Ela representa a memória afetiva de Planaltina, uma cidade que carrega parte fundamental da história do DF. Durante dez dias, a celebração deve atrair cerca de 50 mil pessoas, com atividades gratuitas em paróquias, capelas, cortejos, missas, novenas, giros das folias, cafés comunitários, barraquinhas e almoços oferecidos à população.
A presença da governadora Celina Leão na festividade também deu peso institucional ao evento. Segundo o GDF, a chefe do Executivo anunciou que pretende encaminhar à Câmara Legislativa um projeto para incluir oficialmente a Festa do Divino no calendário de eventos da capital. A medida pode facilitar o apoio público e fortalecer a preservação de uma tradição que movimenta a cultura, a fé e o turismo religioso em Planaltina.
Entre os símbolos mais fortes da celebração estão a Folia de Roça, os cavaleiros, as bandeiras e os pontos de apoio espalhados pelo trajeto. Um dos exemplos é o tradicional Café das Frutas, onde foliões e visitantes são recebidos com frutas, bolos, café e quitandas típicas. A prática, mantida por famílias da região, mostra que a Festa do Divino também é feita de hospitalidade, devoção e pertencimento.
Para Planaltina, a festa não é apenas uma data no calendário. É um patrimônio vivo. Em cada cortejo, em cada família que participa e em cada criança que acompanha a folia, a cidade reafirma sua identidade e mostra que tradição popular não se preserva apenas com decreto, mas com participação, memória e respeito às raízes do povo.




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