Vilela abre vantagem em Goiás e pesquisa aumenta pressão sobre Marconi Perillo
Levantamento Paraná Pesquisas mostra governador com 44,4% no primeiro turno; tucano aparece em segundo, mas lidera índice de rejeição entre os nomes testados
Pesquisa Paraná Pesquisas mostra Daniel Vilela na liderança em Goiás, com Marconi Perillo em segundo e alta rejeição. A sucessão estadual em Goiás ganhou um novo termômetro político. Pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas aponta o governador Daniel Vilela (MDB) na liderança da disputa pelo Palácio das Esmeraldas, com 44,4% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.
O resultado coloca Vilela em posição de vantagem sobre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que aparece com 25,4%. A diferença entre os dois é de 19 pontos percentuais, sinalizando que, neste momento da pré-campanha, o emedebista parte com capital eleitoral robusto.
Na sequência aparecem o senador Wilder Morais (PL), com 11,5%; Luis Cesar Bueno (PT), com 3,3%; e Telemaco Brandão (Novo), com 1,1%. Os eleitores que disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 8,8%. Outros 5,5% não souberam ou preferiram não responder.
Governo bem avaliado ajuda desempenho eleitoral
A vantagem de Daniel Vilela não aparece isolada. O levantamento também mostra avaliação positiva da atual administração estadual. Segundo a pesquisa, 74,5% dos entrevistados aprovam o governo, contra 20,8% que desaprovam.
Quando a avaliação é feita por conceito, 54,1% classificam a gestão como ótima ou boa. Outros 31,2% consideram o governo regular, enquanto 11,7% avaliam como ruim ou péssimo.
Esse cenário ajuda a explicar a força eleitoral de Vilela. Com a máquina estadual nas mãos e uma aprovação elevada, o governador entra na disputa com vantagem competitiva importante, especialmente em um Estado onde a presença municipalista e a articulação regional costumam pesar muito no resultado final.
Marconi tem recall, mas rejeição preocupa
Marconi Perillo segue competitivo por ter histórico político conhecido em Goiás e forte lembrança entre o eleitorado. No entanto, o levantamento mostra um ponto sensível para o tucano: a rejeição.
De acordo com a pesquisa, Marconi é o nome mais rejeitado entre os pré-candidatos testados, com 37,8%. Wilder Morais aparece com 20,5%, enquanto Daniel Vilela registra 15,8%.
Na prática, isso significa que Marconi ainda tem espaço de voto, mas enfrenta resistência considerável. Para crescer, o ex-governador precisará reduzir a rejeição e reconstruir pontes com setores do eleitorado que hoje demonstram resistência ao seu retorno ao comando do Estado.
Wilder tenta ocupar espaço na direita
O senador Wilder Morais, filiado ao PL, aparece em terceiro lugar. O desempenho mostra que ele tem presença no campo conservador, mas ainda distante dos dois principais nomes da disputa.
Seu desafio será transformar identidade ideológica, estrutura partidária e eventual apoio de lideranças nacionais em capilaridade eleitoral no interior e na região metropolitana. Sem isso, corre o risco de ficar restrito a um eleitorado fiel, porém insuficiente para romper a polarização entre Vilela e Marconi.
Pesquisa é retrato do momento
O levantamento ouviu 1.300 eleitores em Goiás entre os dias 3 e 5 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-01366/2026.
Como toda pesquisa eleitoral, o levantamento representa uma fotografia do momento. O quadro ainda pode mudar com alianças, convenções partidárias, propaganda eleitoral, debates, desgaste administrativo e movimentações nacionais.
Ainda assim, o recado político é claro: Daniel Vilela começa a corrida em vantagem, Marconi Perillo precisa superar a rejeição e Wilder Morais terá de ampliar seu alcance para entrar de fato na briga pelo segundo turno.




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