Operação Destroyer amplia ofensiva contra facções e alcança R$ 464 milhões em bloqueios em Goiás

Sob o governo de Daniel Vilela, ação da Polícia Civil chega à 15ª fase com mais de 320 prisões e centenas de ordens judiciais cumpridas contra grupos ligados ao tráfico e à lavagem de dinheiro


Operação Destroyer amplia ofensiva contra facções e alcança R$ 464 milhões em bloqueios em Goiás Operação Destroyer chega à 15ª fase e acumula mais de 320 prisões e R$ 464 milhões em bloqueios contra organizações criminosas em Goiás.

O combate ao crime organizado ganhou uma nova dimensão em Goiás com o avanço da Operação Destroyer. Segundo o balanço divulgado pelo governo estadual, a ofensiva já resultou em mais de 320 prisões, no cumprimento de mais de 800 ordens judiciais e em aproximadamente R$ 464 milhões em bens apreendidos, sequestrados ou bloqueados pela Justiça.

Coordenada pela Polícia Civil de Goiás, a operação tem como principal objetivo desmontar organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e a movimentação ilegal de recursos entre diferentes estados. A estratégia adotada não se limita à prisão dos investigados: as equipes também procuram interromper o fluxo financeiro que sustenta as facções.

Na 15ª fase da Destroyer, deflagrada em 23 de julho, foram expedidas 17 ordens de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. As diligências atingiram endereços em Goiânia, Trindade e Aparecida de Goiânia, além de alvos localizados no Rio de Janeiro, em Pernambuco e em Mato Grosso. Somente nesta etapa, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 59 milhões.

Os investigados são apontados como integrantes ou colaboradores de uma organização criminosa com atuação interestadual e forte presença na região de Trindade. De acordo com as apurações, o grupo teria utilizado diferentes mecanismos para movimentar e ocultar valores provenientes do comércio de entorpecentes.

O governador Daniel Vilela, que assumiu definitivamente o comando de Goiás em 31 de março de 2026, tem defendido a continuidade dos investimentos em inteligência policial, integração entre as forças de segurança e estrutura operacional. A posse ocorreu após a saída de Ronaldo Caiado para disputar a Presidência da República.

O volume de prisões e bloqueios patrimoniais demonstra uma mudança importante no enfrentamento às facções: atingir não apenas os integrantes que atuam diretamente nas ruas, mas também as contas bancárias, empresas, imóveis e estruturas utilizadas para financiar o crime. A efetividade da política, porém, dependerá da continuidade das investigações, da responsabilização judicial dos envolvidos e da capacidade do Estado de impedir que novas lideranças ocupem o espaço deixado pelos grupos desarticulados.




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